Orquestração soberana

COSMOS

Um chat te dá uma resposta. O COSMOS te dá uma equipe: ele lê o objetivo, decide se dá para resolver sozinho, convoca as Stars que forem necessárias, lê a entrega de cada uma, aponta o erro, manda refazer e só então consolida. Se ele não revisa e não manda refazer, não é orquestração — é disparo de tarefa.

O que muda quando existe um maestro

A diferença entre rodar quatro modelos ao mesmo tempo e ter uma equipe é a autoridade no meio. Sem ela você recebe quatro respostas divergentes e o trabalho de juntá-las sobra pra você.

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Triagem antes de convocar

Tarefa trivial ou que não se divide, o COSMOS resolve sozinho. A equipe só é chamada quando existem frentes realmente paralelas — economia de tempo e de token antes de qualquer linha ser escrita.

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Revisão como parte do fluxo

Cada entrega volta para o maestro. Ele confere contra o objetivo, aponta a falha e devolve a tarefa. Refazer não é exceção — é etapa prevista da máquina de estados.

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Consolidação com um dono

O texto final é sempre do COSMOS. Nenhuma Star escreve a conclusão da missão, justamente para não existirem duas versões da verdade.

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Teto de custo que aborta

Limite em dólares e em tokens por missão. Ao estourar, a missão para de verdade — não é um aviso amarelo enquanto a conta continua correndo.

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Pausa e retomada finas

Pausar a missão inteira ou só um agente, retomar de onde parou, cancelar uma ordem da fila — e a missão sobrevive a um reinício da IDE.

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Motores diferentes por papel

Cada assento pode rodar num motor distinto: modelo local, API na nuvem ou uma CLI de agente instalada na máquina. Você escolhe quem senta onde.

O ciclo de uma missão

Toda ordem percorre uma máquina de estados explícita. Você vê em qual estágio ela está, ao vivo, no Mission Control — inclusive quando volta atrás.

01 Planejar O objetivo vira plano: frentes, dependências e critério de pronto.
02 Distribuir Cada frente é entregue a uma Star, com o contexto exato que ela precisa.
03 Executar As Stars trabalham em paralelo, com ferramentas reais sobre o workspace.
04 ↺ Revisar O COSMOS lê cada entrega. Errou, volta para a etapa 03 com a correção pedida.
05 Consolidar As partes viram uma entrega só, escrita pelo maestro.
06 Indexar O aprendizado da missão vai para a memória e serve a próxima.
Por que o laço importa: o estágio 04 é o que separa uma orquestração de um fan-out. Sem ele, uma Star que alucinou entrega lixo e o lixo entra na consolidação sem que ninguém tenha olhado.
Mission Control com a equipe de agentes em execução
Mission Control — mapa da equipe, motor de cada agente, custo estimado e custo real da missão.

A constelação

O ícone da IDE é um átomo: o núcleo é o COSMOS, os elétrons são as Stars. As Stars 1 a 3 são trabalhadoras genéricas — não têm papel fixo, o maestro distribui por disponibilidade e capacidade. A Star 4 é a única especializada.

COSMOS

Núcleo · Orquestradora

Planeja, distribui, revisa, manda refazer, consolida e responde. É a única voz que fecha a missão.

Star 1

Worker genérico

Recebe a frente que o maestro designar. Sem papel fixo — hoje pode codar, amanhã testar.

Star 2

Worker genérico

Trabalha em paralelo com as irmãs, isolada no seu escopo para não colidir com elas.

Star 3

Worker genérico

Mais uma frente simultânea. Pode ser pausada sozinha sem parar a missão inteira.

Star 4

Cérebro & Memória

Cuida do contexto compartilhado e do arquivamento. É a âncora contra alucinação da equipe.

SBB — Shared Blackboard

A memória situacional da missão, dividida e compartilhada em tempo real. Todo mundo escreve nele, todo mundo lê dele.

Numa equipe humana, o quadro branco da sala é o que impede duas pessoas de refazerem a mesma coisa. O SBB é isso para as IAs: o que já foi descoberto, o que já foi decidido e o que já foi entregue fica visível para todos os assentos enquanto a missão corre. Uma Star que entra depois não precisa reler a conversa inteira — ela lê o quadro.

Isso ataca o pior defeito de sistemas multi-agente: a alucinação por falta de contexto. Em vez de cada agente inventar a parte que não viu, ele encontra a informação escrita por quem realmente fez. E quando a missão fecha, o quadro é arquivado na memória de longa duração — vira contexto para a próxima.

Grounding anti-alucinação Contexto ao vivo Arquivamento automático Diagnóstico no Olho do COSMOS

Quem pode sentar em cada assento

A IDE trata três origens de motor exatamente igual. Para o COSMOS, tanto faz se a resposta veio de um modelo local, de uma API ou de uma CLI instalada na máquina.

OrigemO que éQuando usar
Local Modelos rodando na sua máquina via Ollama ou roteador local. Dado sensível, custo zero, trabalho offline.
API Claude, Gemini, GPT e qualquer endpoint compatível com OpenAI. Raciocínio pesado, contexto grande, qualidade máxima.
CLI Agentes de código de linha de comando já instalados e autenticados. Quando você quer o agente com as ferramentas dele, dentro da missão.
Ferramentas de verdade: os assentos não só conversam. Eles leem e escrevem arquivos do workspace, rodam comandos no terminal, consultam a memória e acionam servidores MCP conectados — dentro de um sandbox de caminhos que você controla.

Rodar a primeira missão

O manual tem o passo a passo: configurar os assentos, escrever o objetivo e acompanhar ao vivo.